segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Escolha Bem

Hoje cedo ocorreu algo muito interessante que me fez refletir sobre a natureza das nossas escolhas. Hoje dei aula de recuperação e amanhã será a prova para esta turma específica. Ao final da aula, no corredor, encontrei três alunos desta turma, que ficaram em recuperação, mas escolheram não assistir a aula. Um deles me disse, com uma sinceridade admirável, que eles não conseguiam entender e não aprendiam nada com as minhas aulas. Confesso que fique muito feliz em ouvir isso. Não conseguimos crescer quando todos concordam. 

Porém, a reflexão é sobre as nossas escolhas e como que encaramos as dificuldades no caminho. Muitos de nós escolhemos baixar a cabeça e desistir quando as dificuldades aparecem. Aliás, é comum colocarmos responsabilidades nos outros para os nossos fracassos. Isto é um resquício do orgulho que ainda nos domina. Aquele que assume a responsabilidade daquilo que constrói se torna apto a evoluir muito mais rápido do que aquele que acredita que o universo conspira para que ele não tenha êxito nas suas ações.

De maneira simples, devemos entender que provocamos as nossas derrotas. Às vezes não nos interessamos na preparação. Às vezes a preguiça se torna nossa conselheira. Comum os prazeres do mundo nos dominarem e acabamos desprezando muito do que nos faz melhor. 

Mas que relação isso tudo tem com o que o estudante me disse? É que são nas pequenas coisas que percebemos as nossas tendências. Se uma prova de Física da escola, que deve servir para desafiar o estudante a ultrapassar suas dificuldades, foi o motivo da desistência; desafios que a vida irá apresentar, de certa forma mais complexos, serão enfrentados de que forma? Precisamos desenvolver a humildade relativa a nossa responsabilidade. Ser humilde é entender da nossa força e saber que todos temos algo a melhorar e a aprender. 

Por Daniel Japiassú

domingo, 16 de setembro de 2018

Setembro Amarelo

"Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. – Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. – Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus." (JESUS)

Dias escuros podem nos manter tristes. Não podemos acalentar o coração com mais escuridão. Precisamos olhar para a luz, venha de onde vier. As aflições muitas vezes nos ajudam a crescer. São oportunidades de reparar algo que precisamos melhorar. Qualquer sentimento negativo é prova de nossa inferioridade. Precisamos trabalhar, dia dia, para que estes sentimentos possam diminuir. 

Muitas vezes, encontramos nas pessoas alguns bálsamos para nossas aflições. Porém, isto só ocorre por causa de uma afinidade que possa existir entre nós e àqueles que podem nos ajudar. Por isso, em qualquer situação, é necessário vigiar os pensamentos para que nossa mente esteja conectada com tudo que possa nos melhorar.

O Setebro Amarelo é uma campanha muito importante. Devemos observar quem se encontra ao nosso redor e precisa de um olhar fraterno, um olhar de compaixão e de amor (não o amor vulgar, mas aquele que representa luz em nossos corações).  Entendermos que o nosso poder é proporcional à nossa atitude. Vamos trabalhar para todos que precisam de nós, inclusive aqueles que estão bem próximos de nós (a família).

Você que tem o coração amargurado, magoado, triste, vazio... lembre-se que existem pessoas que admiram você. Lembre que existem amigos que conseguem se inspirar com suas boas ações. Lembre que existem muitos outros amargurados que podem se acalentar com a sua voz. Use o trabalho no bem como bálsamo para seu coração.

Por Daniel Japiassú

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

De Volta

Olá amigos e amigas.
Parece que nem sempre o tempo nos faz esquecer, ainda mais quando se trata de coisas boas. Escrever, realmente me faz falta e me comunicar com todos é algo que alimenta a alma com coisas boas.

Estamos voltando com uma crônica semanal...

Por Daniel Japiassú


terça-feira, 18 de abril de 2017

Ler X Estudar!

Já me perguntei porque uma pessoa devora um livro como 50 Tons de Cinza, Harry Potter e o Cálice de Fogo ou mesmo As Crônicas de Narnia. E se você perguntar qualquer coisa sobre o conteúdo dos livros, a resposta está quase que na ponta da língua. Porém, quando se lê um livro de Física, ou mesmo um livro de filosofia como A Estrutura das Revoluções Científicas, normalmente isto é feito com uma dificuldade muito grande, além disso, o entendimento não é pleno.

Não creio que o problema esteja apenas no conteúdo, pois não é simples saber como funcionam as Relíquias da Morte (conteúdo do Harry Potter), como também não é simples entender as características dos movimentos. Creio que a diferença esteja na motivação e num aspecto que pouca gente se dá conta: é difícil ser estudante!

Quantos não chegam no domingo num almoço em família na casa de uma tia e as pessoas começam a perguntar: "Tá estudando pro ENEM?". Aquele primo, mais velho, que já tá numa faculdade particular chega e pergunta: "E aí? Tirou quanto em Química desta vez?". Por mais que estas coisas pareçam amenidades, a carga que se recebe, é enorme. Muitas pessoas colocam expectativas que nem sempre sabemos lidar com elas. A pressão de deixar todo mundo orgulhoso pode atrapalhar nossa forma de entender aquilo que nos é exigido na escola. Quando estudamos, estamos fazendo isso com uma carga de obrigação que não ajuda mais. Precisamos aprender a relaxar frente às dificuldades.

Não digo aqui que não devemos mais ser pressionados. Na verdade, é importante lidar com frustração, com derrota e saber da possibilidade de não conseguir alcançar aquele objetivo, inicialmente. Isto tudo faz parte do crescimento.  Vamos aprender a ganhar e a perder. Quando isto se tornar natural, vamos tratar as dificuldades com mais naturalidade.

Força Sempre!

Por Daniel Japiassú

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Porque Jesus transformou água em vinho?

Certo dia, um amigo que sabe que sou Cristão, me fez esta pergunta (a do título). Segundo ele, se Jesus foi só amor, só pregou o desprendimento do mundo terreno; "doe sua riqueza aos pobres e segue-me"; qual o motivo do primeiro milagre ter sido numa festa, fazendo ou ajudando as pessoas a se embriagarem e se entregarem a certos prazeres mundanos?

Esta, realmente, é uma boa pergunta. Para responder, é preciso entender um pouco da filosofia cristã (ou, ao menos, tentar entender) e compreender o sentido por trás do milagre. A mente humana, rasteira e material, visualiza a transformação da água em vinho como uma manifestação da comemoração vulgar, porém, esta forma de ver, como disse, pertence às mentes humanas mais materias.

Aqui, o sentido das ações de Jesus estão velados, é preciso lançar mão da visão material que temos. Jesus nos mostrou que transformar algo bom - água, fonte de vida - em outra coisa boa - vinho, que combate as doenças do coração, diabetes e alzheimer - é possível dentro de nossas possibilidades. A questão principal aqui é o que fazemos com aquilo que temos de bom. A água é fonte de vida, mas podemos usar para o mal. O vinho, que combate de doenças se consumido moderadamente, pode se transformar em fonte de perdição quando se exagera.

Creio que a ideia do Cristo tenha sido de nos mostrar que todos recebemos coisas boas de Deus, do mundo, da família, da escola, da sociedade; o problema é o que fazemos com essas coisas boas. A responsabilidade é nossa quando fazemos as escolhas erradas. 

O que você faz com os seus poderes?

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Amarelar a Vida

Bela depressão....

O quanto é difícil lidar com as frustrações? Podemos ver, hoje em dia, um número grande de jovens desesperados. São sorrisos lindos e falsos nas redes sociais, tristezas indescritíveis por dentro. Mas qual a causa principal disso tudo? Será que um problema, de quase uma geração inteira pode ser determinado de forma simples? Bem, creio que muito do que aprendemos quando criança aplicamos na fase adolescente e adulta. Se, quando criança, aprendemos a nos frustrar, poderemos lidar melhor com as frustrações do hoje.

Este mês é chamado de SETEMBRO AMARELO, més de combate à depressão e ao suicídio. Alguém me perguntou uma vez: "Como se faz pra combater isso?" Ora, como se faz para combater uma doença? Precisa atacar o que causa a doença. O que pode causar a depressão? Cabe a reflexão pessoal. Eu digo que podemos e devemos nos observar. Dar aos outros o que temos de melhor. E mostrar a todos o melhor que há no mundo. Não para iludir e crer que só existem coisas boas, mas que é possível conviver com equilíbrio. Os problemas são maiores quando o fazemos assim. Uma palavra, uma boa leitura, um sorriso, uma gargalhada numa boa hora.

O ser é construído por ações e pensamentos. Suas ações e seus pensamentos vão dizer quem és. Tua consciência sabe do que você é capaz, ou não, de fazer. Caso um pensamento perverso chegue na sua cabeça, ou algo que você acha que é reprovável, deixe de pensar nisto. Você tem o poder sobre sua mente. Você pode melhorar e passar a ter melhores ideias. Não faça nada que possa te prejudicar!

O conhecimento nos ajuda a crescer. Quando conhecemos, qualquer que seja a coisa, muitas outras passam a fazer mais sentido. Estudar a natureza, a sociedade, o ser humano, a política, as formas de se ligar à Deus, os esportes, as culturas, a música; enfim, muitos elementos nos ajudam a evoluir. O melhor momento pra fazer o que se gosta é agora.

Por Daniel Japiassú

P.S.: FORA TEMER! 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Liberdade! Liberdade!

Quase dois meses depois venho aqui expressar minha preocupação. Preocupação com as prioridades. Parece que a prioridade é de encontrar culpados. Mas culpados pelo que mesmo? Pelas vais contra Temer (2016) ou os xingamentos contra Dilma (2014)? Que pensamentos extremistas precisamos ter para encontrar uma solução?

O fato é que não sabemos o que fazer com "essa tal liberdade" que custou muito para ter. Daí vem aquele pensamento :"então é melhor não ter liberdade? O controle é a solução?" Seja como for, falar, fazer e pensar o que se quer é melhor do que não ter esses poderes; porém, somos responsáveis por aquilo que falamos e fazemos; nossa consciência nos julga por aquilo que pensamos. Clamamos por coisas que quando conquistamos não sabemos o que fazer com elas.

Ainda não sabemos argumentar sem atingir alguém. Ainda não sabemos entender que as pessoas podem (e devem) ser diferentes. Que o fato de concordar com o investimento nas Universidades Fedarais não faz de mim um PeTralha e o fato de concordar com iniciativas que estimulem empresas privadas a gerar emprego não faz de mim um Coxinha. Eu posso discordar da má distribuição de renda e da soberania dos poderosos perante a má qualidade de vida dos mais pobres. Só não deveria fazer como aquele que critico.

Colegas, vocês se acham superiores? Façam diferente então.

Não sei descrever qual foi a mais preciosa conquista que tivemos no Brasil, mas, sem sombra de dúvidas, uma das mais importantes foi a de poder se expressar livremente.

Por Daniel Japiassú

P.S.: FORA TEMER!